segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Dica de Leitura - A invenção do projeto. Gildo A. Montenegro

Hoje quero compartilhar com vocês um livro que li durante essa semana e que achei muito mais muito legal. A leitura é super fácil e dinâmica, com várias ilustrações e a formatação não é nada cansativa.

(imagem da web)


O livro é esse dai da imagem, ele me surpreendeu bastante, pois além de falar do processo de projeto, o autor começa mostrando algumas lições sobre vida, sociedade, filosofia e profissão.
Selecionei algumas frases que achei bastante interessante, espero que seja um incentivo para vocês lerem também.

Sobre o primeiro capítulo. Viver á vida.

- Não tenha medo de se expor aos riscos. (pág 8)

- Não pode haver paz e  harmonia no mundo poluído por confusão e ruídos. Então, desligue-se dele.(pág 8)

- Tudo o que é fácil já foi feito. Você terá pela frente o difícil. (pág 9)

- Você precisa deixar de ser automatizado, robô da rotina. (pág 9)

- Não vá cair no lazer programado. (pág 12)

- Nunca permita que pensem por você. Saia da prisão da vida bitolada, das coisas prontas. Não entre na correria do mundo. Não se importem com o que os outros dizem às suas costas... (pág 14)

Capítulo 2. O sucesso pessoal e profissional.

- O sucesso é uma opinião, um ponto de vista. (pág 15)

-  Você precisa acreditar em si mesmo. Acreditar que você mesmo pode planejar, programar e controlar sua mente, portanto sua vida. (pág 16)

_ Capitalizar os bens todo mundo sabe; importante é se enriquecer com as perdas. Isto é, usa-las para obter vantagens que você não possuia antes. (pág 18)

- Sucesso atrai sucesso. (pág 22)

- O escravo psicológico talvez seja o pior de todos os castigos. No entanto é muito comum... isso acontece a quem não tem um objetivo. (pág. 25)

- Preocupação exagerada é uma doença mental. (pág. 26)

Sobre o capítulo 3 - Uma grande descoberta.

- Descoberta é a percepção de uma coisa existente. (pág 29)

- Invenção é a criação de uma coisa que não existia antes. (pág 29)

O quarto capítulo ( O cérebro e suas funções) é mais "complexo", mas bem interessante, mas esse eu vou pular as citações. Vamos para o quinto; A sabedoria confirmada.

- O indivíduo criador é uma personalidade com traços femininos. (pág 47)

- A habilidade manual e a inteligência andam juntas (pág 48)

Já no capítulo 6 - O projeto: Metodologia ou criatividade?

- Projeto é  técnica e arte, raciocínio e emoção, um ponto de equilíbrio entre razão e sentimento. (pág 50)

- ... o projeto tente a se tornar uma alternativa matemática e não o resultado de um processo de criação. ( pág 51)

-  ... a imaginação é a única liberdade verdadeira que resta no homem. (pág 57)

No capítulo 7 - Explicando a criatividade.

- ... imaginação é sonho, é projeção, é fantasia ... criatividade é imaginação mais realização, expressão, construção. (pág 60)

- A criação inclui percepção, sensibilidade, raciocínio e ação. (pág 61)

- Limitar a criatividade ao campo profissional é fechar as portas a um mundo vasto, rico e alegre que fica do lado oposto da vida bitolada, rotineira e sem espírito. (pág 67)

O oitavo capítulo é um dos mais interessantes, pois é quando o autor mostra como aplicar a criatividade, tem várias dicas que não vou citar aqui (rsrsrs), para que vocês possam ler o livro. O nono ele nos ensina a desenvolver a criatividade. 

Por fim no décimo capítulo ele nos mostra algumas características do indivíduo criativo.. São elas:
Sensibilidade para problemas
Fluência de pensamento.
Flexibilidade.
Originalidade.
Redefinição do material.
Motivação
Autoconfiança
Audácia
Isolamento

E finalmente do 11º capítulo ele nos mostra os métodos intuitivos, que são nove.

1- Existe um processo lógico para invenção.
2- O método de invenção é um só.
3- A invenção se faz no consciente.
4- É preciso desbloquear o inconsciente.
5- Inventar é uma paixão.
6- As melhores invenções não são de especialistas.
7- A fantasia é irmã da invenção.
8- Da bissociação nascem as coisas.
9- O grupo é mais fecundo.

Então, essa é minha dica de leitura. Espero que gostem!
Beijo da Say e continuem acessando!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

São Paulo Design Weekend !

A partir do dia 12 de agosto, começa em São Paulo o festival urbano conhecido como Design Weekend! Mas não é só de Design que eles falam não, tem também arquitetura, decoração, arte, urbanismo, inclusão social, negócios e inovação tecnológica.



São vários eventos acontecendo ao mesmo tempo, desde palestras à visitas guiadas, concursos, lançamento de produtos e muito mais, tudo organizado em uma programação oficial.

Nem todos os eventos são abertos ao público, mas existe muita coisa que pode ser conferida por todos.


O evento acontece na cidade de São Paulo, entre 12 e 16 de agosto.

Para mais informações acessem o site oficial: http://www.designweekend.com.br/wp/index.php/sobre-o-dw/


Beijo da Say e continuem acessando!

sábado, 18 de julho de 2015

Mostra Casa Cariri !

Gente, vai acontecer uma mostra de decoração super bacana que é a Casa Cariri e neste ano tem palestra com o meu Designer-Inspiração MARCELO ROSENBAUM!





O diferencial desta mostra é o seu conceito, segundo os organizadores a mostra trata:

"Mais que um simples evento de exposição e contemplação, a Casa Cariri Mostra promove a união e a mescla entre aquilo que é moderno e de vanguarda e elementos tradicionais e regionais que resgatam e valorizam as raízes e a identidade de uma região. Com olhares voltados para inovação e sustentabilidade, A Casa Cariri Mostra promove reflexões, ideias, informações e encontros entre marcas, produtos, serviços e consumidores interessados em interagir com ambientes e expositores."

São 15 profissionais que marcarão presença na mostra, mas voltando ao Marcelo... Ele vai ministrar uma palestra no dia 07.08.15 sobre o tema: Design Essencial, onde as relações pessoais transcendem o objeto e recriam formas a partir das mais modernas técnicas que o design tem a oferecer.




Informações Básicas!

A mostra começa dia 26 de julho e vai até 16 de agosto de 2015

Endereço: Bairro Lagoa Seca, R. Dr. Mauro Sampaio, 300 - Juazeiro do Norte - Ceará, Brasil

Telefone: +55 (88) 3085.1323

E-mail: infor@casacaririmostra.com.br

terça-feira, 14 de julho de 2015

O uso da cor no ambiente !

Oi gente, hoje o assunto é um dos meus preferidos, o uso das cores nos ambientes!



Os aspectos físico, cognitivo e psicológico influenciam todas as atividades humanas, principalmente o labor, quando nós conseguimos adequar esses três aspectos podemos projetar ambientes seguros, confortáveis e eficientes.
E é sobre isso que irei falar hoje para vocês.


Primeiramente vamos entender o papel das cores na nossa vida, seja no ambiente que frequentamos, no vestuário, alimentação, sentimentos, enfim...

As cores influenciam nosso comportamento, elas podem transmitir mensagens e até mesmo predispor estados de humor. Há quem ache isso uma tremenda baboseira, mas existem estudos conceituados sobre o uso da cor nos espaços e é nisto que eu acredito e todos estamos sujeitos à ação das cores, seja pela representação psíquica, sensibilidade ou estímulos.






Na arquitetura, através de um complemento ambiental e de satisfação da concepção e da organização de espaços e especialmente na arquitetura hospitalar, o uso das cores auxiliam na cura de enfermidades e nos sentimentos do paciente.

Agora, vamos entender um pouco sobre a " parte técnica" das cores.

A cor é dividida em quatro planos: 
1- Físico ( Envolve a luz, a luminosidade)
2- Químico ( Envolve pigmentos e combinações)
3- Sentidos ( Abrange a fisiologia e a psicologia)
4- Afeto (Envolve significados que variam de cultura para cultura)

Terminologias básicas!
Matiz: proporção que cada uma das cores são percebidas.
Claridade: Atributo segundo o qual uma área aparenta emitir mais ou menos luz.
Saturação: Proporção de croma de uma cor em relação à sua claridade

Vale salientar que não podemos enxergar todas as cores, o olho humano apenas 1/8 de luz visível, o restante é luz ultravioleta ou infravermelho. Mas conseguimos perceber até 165 tons

Cores primárias: amarelo, vermelho e azul
Cores secundárias: laranja, violeta, verde e rosa.


Agora vamos precisamente ao assunto do tema, a aplicação da cor na concepção de espaços físicos.
Para ficar mais fácil de entender, vou listar umas noções básicas.
1-  O uso correto das cores representa o aumento da produtividade, bem como o uso incorreto proporciona o abstencionismo nas empresas.

2- O uso correto das cores pode suavizar problemas de estrutura física, quando modifica a percepção do ambiente tornando maior ou menor de acordo com a necessidade do usuário.

3-  A configuração das cores para cada ambiente deve levar em conta as características fisiológicas e psicológicas de seus usuários.

4- Ao optar por uma cor, deve-se atentar para o tipo de iluminação, pois fisiologicamente a luz afeta a percepção visual da cor.

5- Cores frias dão a impressão de ambientes maiores, enquanto das cores quentes diminuem.

6 - Evitar cores contrastantes próximas na área de trabalho, pois aumentam a fadiga.

7 - Evitar cores primárias muito fortes que podem ocasionar uma sensação de pós-imagem

8-  Usar cores intensas e estimulantes em ambientes de pequena permanência ( corredores, banheiros, escadas) para torna-los mais atrativos.

9-  Dosar o uso de cores de acordo com as necessidades. Cores frias são ideias para ambientes de relaxamento, quando em excesso pode tornar o ambiente depressivo. Cores quentes atuam em ambientes mais excitantes, quando em excesso gera estresse.

10 - Considerar o propósito primeiro da cor. Escola =  conforto visual; Igreja = dignidade ; Circo = excitação.


Mesmo com toda essa importância do uso das cores devemos também trabalhar  a funcionalidade, com aspectos agradáveis relativos à iluminação, ventilação e circulação.


Curiosidades!!

A percepção humana é sujeita à indução espacial, ou seja, a visão de uma superficie colorida exerce influencia na superfície colorida vizinha; quanto mais complementar for a cor, maior será essa influência.


Beijo da Say e continuem acessando ;)

Fonte: Artigo: O uso da cor no ambiente de trabalho: uma ergonomia da percepção. 


sábado, 4 de julho de 2015

As top tendências de Design de Interiores para o futuro. WGSN

Olá pessoal, quem me acompanha no instagram (@blogsayonaradesign) viu que nesta semana estive num evento super bacana patrocinado pela DOCOL, o Design Meeting by WGSN que ocorreu na loja mais cool de Fortaleza, a Desconexo Design ( Adooooro).
O evento trouxe a gerente de projetos da WGSN, Bruna Ortega, para falar sobre as top tendências de interiores para o futuro, então, eu resolvi compartilhar com meus leitores um pouco do que rolou neste evento. :)

A WGSN é uma empresa que trabalha pesquisando tendências de moda estilo de vida e interiores, análise de varejo, styletrial e consultoria. E segundo eles, daqui a dois anos o que vai "bombar" no mercado da decoração, design de mobiliário, moda e enfim são os seguintes conceitos:



Acabamentos chave:
1-  Texturas e imperfeições naturais

(imagem da web)
Pergolado feito com toras de madeira e forro em bambu, com mesa e parador aem madeira de demolição ressaltam muito bem este primeiro conceito.
2 - Brilhante X Fosco
(imagem da web)
Brilhante dos móveis projetados x o fosco da madeira da mesa de jantar, combinam muito bem e trazem uma sensação de paz ao ambiente.

3 - Encerado


4 - Papel Machê
(imagem da web)

Cortina que divide o ambiente,feita em papel marchê.

5 - Visual laqueado e molhado


6 - Cores saturadas
(imagem da web)
As cores saturadas podem vim não somente nas paredes, mas no mobiliário também.

7 - Madeira manchada
(imagem da web)
Madeira manchada com sua textura natural não fica somente no piso, mas começa a aparecer nas paredes também.

8 - Cerâmicas foscas

Materiais chave:
1 - Madeira clara e sem tratamento

(imagem da web)

2- Cortiça
(imagem da web)

Ambiente com madeira em dois tons no piso à fibra natural de cortiça.

3 - Mármore
(imagem da web)

4 - Couro liso

(imagem da web)

5- Concreto e massa corrida polida

(imagem da web)


6 - Polpa de papel e lascas de madeira

(imagem da web)
Lascas de madeira presente nos painéis divisórios do corredor.


7 - Platina escovada, cobre pálido, dourado claro e bronze

(imagem da web)

8 - Materiais inspirados em frutas e vegetais

                          
                                                                               (imagem da web)

9 - Espelhos
 (imagem da web)

10 - Aço inox

                                                                  (imagem da web)


11 - Vidros e resinas coloridos

(imagem da web)


Os pontos chave serão:
1 - O banheiro ganha espaço na casa e vira um ambiente de relaxamento.
2 - O estilo de ambiente começa a ser repensado e lógicas de outros ambientes, como quarto, sala e cozinha chegam na área de banho.
3 - O conforto da sala de estar chega ao banheiro, começam a surgir novos elementos nos cômodos, como livros, abaju, lareira e televisão.
4 - Paineis de madeira, papel de parede começam a ser repensados e adaptados para compor este novo banheiro.

Beijos da Say e continuem acessando ;)

sábado, 6 de junho de 2015

Teoria - Aprendendo com Las Vegas e os movimentos pós-modernistas.

Oi gente, hoje irei falar um pouco de teoria da arquitetura e o assunto em questão é uma análise e comparação do livro cânone da arquitetura pós - moderna, esse livro é Aprendendo com Las Vegas do ganhador do Pritzker Robert Venturi, e com participação de sua esposa Denise Scott Brown e Stven Izenour, comparando com os movimentos pós modernos que se sucederam.




Em síntese o livro Aprendendo com Las Vegas trata-se da discussão do simbolismo na arquitetura, baseado num estudo feito pela strip de Las Vegas, além disso, é uma crítica ao modernismo, pois os autores consideram tal movimento dogmático e utópico e nos mostram como podemos aprender com a paisagem existente e comercial dita feia e banal.
A condição da arquitetura moderna era ser a solução para os problemas funcionais e morais, era o esforço totalitário para impor uma única verdade, mas essa condição mudou conforme o tempo e os hábitos e assim explodiu novas formas e variedades de estilos, tais como o pós-moderno, o hight – tech, orgânico a revivência clássica e o desconstrutivismo e viu-se que a tecnologia, aliada com a liberdade econômica e as políticas disponíveis muda a arquitetura para rumos inesperados.



 A condição pós- moderna sugeria a integração de estilos novos e antigos, ela é contra a racionalidade que a arquitetura moderna ditava e também rejeita o compromisso que o modernismo retinha com o desenvolvimento social, diante da padronização da sociedade industrialista eles valorizam as diferenças, e é justamente a contraposição do universal ao local que leva os arquitetos pós-modernos a reabilitar os traços da história, exemplo disso foi o gesto inicial da fundação do movimento pós-moderno na Bienal de Veneza (1980) que faz apelo a história através do documento inicial teórico. Os pós-modernos procuravam vincular sua proposta estética à emergência de um novo contexto social, ele pretende superar o modernismo na medida em que se coloca mais integrado aos novos tempos. É dada a Ênfase na questão da diferença.
E é justamente neste contexto que Robert Venturi entra, pois ele tenta combater a monotonia dessa arquitetura univalente, buscando sempre valorizar a complexidade dos múltiplos contextos sociais. Além de recuperar os aspectos Kitsch de Las Vegas, integrando as formas de uma arquitetura banal aos cânones acadêmicos.



Com relação à semiologia e estruturalismo, pelo contexto histórico sabemos que estruturalismo é tudo aquilo que é encarado com o uma estrutura, o todo é mais que a soma das suas partes e é dada uma ênfase aos elementos estruturantes, para um estruturalista o seu objeto de estudo é visto como um sistema em transformação, as leis básicas do método estrutural são: definitiva conceituação de sua totalidade, saber quais leis regem as transformações dentro do sistema e quais os critérios de auto-regulamentação. Essa abordagem estruturalista Saussureana é expandida para vários campos de atuação, inclusive na arquitetura, sendo Venturi um dos seus principais expoentes.  Sendo a semiologia uma ciência que se dedica ao estudo dos signos e que a semiologia surgiu a partir do estruturalismo Saussureana, então,   é através da comunicação que o arquiteto estruturalista dialoga com o público e a noção de símbolo começa a abranger uma dimensão pública.
imagem da web.

Essa preponderância da mensagem leva a arquitetura a se aproximar da publicidade adquirindo mais uma função de persuasão. O símbolo fala para além do que é dito.
Mais uma vez Robert Venturi entra no contexto cultural da época e procura demonstrar como o espaço urbano, fragmentado em partes descontínuas, descobre um modo de interligação por meio dos sinais, é quando o símbolo domina o espaço. Com ele a própria materialidade dos edifícios é redefinida e segundo o próprio: “... a iconografia arquitetônica de hoje está ligada a arte e publicidade.” Não há mais ambiguidade tudo é explicitado.
Já no período designado como pós- estruturalista o método estrutural começa a ser flexibilizado e a abranger a cultura do século XX, o pós- modernismo arquitetônico já é um pós - estruturalismo e Venturi busca construir uma malha estrutural para a produção crítica da arquitetura. Essas estruturas manifestam-se de diversas formas na arquitetura e uma maneira própria do pós-estruturalismo de trabalhar a desconstrução, são as combinações dos pares binários (estrutura e decoração, abstração e figuração, figura e fundo, forma e função) e essa desconstrução tem presença assídua nos projetos de Venturi, um exemplo disso é a Casa Connecticut onde a parte central da casa que pela “lógica moderna” seria a sala, ele colocou a cozinha e a fachada principal não é a entrada da casa, mas sim os fundos.

CasaVanaVenturi - R, Venturi
imagem da web.

Relacionando o livro e seus autores, principalmente o Robert Venturi, com o contexto cultural da época podemos ver que o livro se encaixa em quase todas as correntes de pensamento e produção arquitetônica depois do modernismo, movimento do qual eles criticam, iniciando pelo movimento pós-moderno onde a máxima era a interligação de novos e antigos estilos, Venturi mostra que consegue fazer isso através de seu primeiro projeto a Casa de Vana Venturi, como por exemplo: onde ele usou a cumeeira como um dos pontos centrais do projeto. O estruturalismo e o pós-estruturalismo onde ele levou essa filosofia para o campo teórico da arquitetura bem como em alguns de seus projetos, exemplo disso é a Casa Connecticut. E também se insere no regionalismo crítico, pois enquanto essa corrente de pensamento tenta se opor ao deslocamento e a falta de significado da arquitetura moderna e usa forças contextuais para devolver-lhe um senso de lugar e significado o autor Robert Venturi também faz parte desta corrente de pensamento quando projeta a Casa em  Katonah em Nova York 1975, onde faz uma manipulação consciente de elementos vernáculos locais com técnicas projetuais modernas.

Então gente é isso, essa minha opinião foi galgada através das aulas de história, de um artigo que li do Renato Ortiz ( reflexões sobre a pós modernidade: o exemplo da arquitetura) e de uma postagem da revista A.U sobre o assunto. 

Beijo da Say e continuem acessando.
  

sábado, 30 de maio de 2015

Urbanismo - Revitalizando espaços urbanos - Projeto de uma praça !

Hoje irei compartilhar com vocês, o projeto urbanístico que desenvolvi este semestre na faculdade, trata-se de uma revitalização de uma travessa entre duas ruas do Conjunto Jereissate I na cidade de Maracanaú.
Atualmente o local encontra-se em estado deplorável, com invasão de terreno público por alguns moradores, sem pavimentação, sem iluminação adequada, lixo, mato e tudo de ruim que nós já conhecemos das nossa cidades brasileiras.
A ideia da professora era da gente trabalhar o paisagismo urbano unindo com a criação de bons espaços públicos. Então, quando comecei a projetar pensei primeiramente em como iria adequar uma boa vegetação ( nada de NIM) com o mobiliário e principalmente trabalhar um vegetação que desse sombra, para que o local fosse utilizado durante as 24h e não apenas "depois que o sol baixasse".  Daí fiz uma pesquisa dos tipos de arborização de médio porte adequada, visitei o Horto Municipal de Fortaleza e peguei as referências de plantas com a ajuda de um profissional de lá :)
Eu já tinha uma ideia dos tipos de plantas que queria, então foi mais fácil nortear a pesquisa.
Depois desenhei todo o mobiliário, busquei inspiração em desenhos urbanos de alguns países como Canadá e EUA ( gosto muito da forma como eles abordam o desenho de mobiliário urbano lá- muito criativo).
E ai surgiu o meu projeto, a planta de médio porte que escolhi foi um IPÊ AMARELO, eu já gostava muito dessa planta e quando o rapaz do Horto me disse que ela podia ser usada em espaço como praças por sua raiz ser pivotante, trate logo de coloca-lá no meu projeto, coloquei também uma ciclovia unindo as duas ruas, na parede próxima a ciclovia eu trabalhei um mobiliário onde podemos colocar propaganda de alguns comércios locais, desta forma quem quisesse colocar o nome de seu comércio teria que colaborar com a manutenção do local, no espaço entre essas propagandas será utilizados para que as crianças possam riscar, isso mesmo, seria uma parede com arte colaborativa.
Todo o restante do mobiliário eu fiz inserido uma vegetação para jardineira, criei um mobiliário mais interativo e diversificado, e em alguns que aderir um bicicletário, reservei um espaço para exercícios físicos e um para as crianças.
A passagem de carros e motos será evitada com essas bolas em concreto e o acesso de pedestres pode ser feito através das rampas e entre as bolas de concreto.
O material de todo mobiliário será em concreto e fixo no chão e a parede onde fica as lixeiras será trabalhada com grafite feito por artistas locais.
Então, vejam o resultado neste vídeo :)



Beijo da Say e continuem acessando!