Gente, vai acontecer uma mostra de decoração super bacana que é a Casa Cariri e neste ano tem palestra com o meu Designer-Inspiração MARCELO ROSENBAUM!
O diferencial desta mostra é o seu conceito, segundo os organizadores a mostra trata:
"Mais que um simples evento de exposição e contemplação, a Casa Cariri Mostra promove a união e a mescla entre aquilo que é moderno e de vanguarda e elementos tradicionais e regionais que resgatam e valorizam as raízes e a identidade de uma região. Com olhares voltados para inovação e sustentabilidade, A Casa Cariri Mostra promove reflexões, ideias, informações e encontros entre marcas, produtos, serviços e consumidores interessados em interagir com ambientes e expositores."
São 15 profissionais que marcarão presença na mostra, mas voltando ao Marcelo... Ele vai ministrar uma palestra no dia 07.08.15 sobre o tema: Design Essencial, onde as relações pessoais transcendem o objeto e recriam formas a partir das mais modernas técnicas que o design tem a oferecer.
Informações Básicas!
A mostra começa dia 26 de julho e vai até 16 de agosto de 2015
Endereço: Bairro Lagoa Seca, R. Dr. Mauro Sampaio, 300 - Juazeiro do Norte - Ceará, Brasil
Telefone: +55 (88) 3085.1323
E-mail: infor@casacaririmostra.com.br
sábado, 18 de julho de 2015
terça-feira, 14 de julho de 2015
O uso da cor no ambiente !
Oi gente, hoje o assunto é um dos meus preferidos, o uso das cores nos ambientes!
E é sobre isso que irei falar hoje para vocês.
Primeiramente vamos entender o papel das cores na nossa vida, seja no ambiente que frequentamos, no vestuário, alimentação, sentimentos, enfim...
As cores influenciam nosso comportamento, elas podem transmitir mensagens e até mesmo predispor estados de humor. Há quem ache isso uma tremenda baboseira, mas existem estudos conceituados sobre o uso da cor nos espaços e é nisto que eu acredito e todos estamos sujeitos à ação das cores, seja pela representação psíquica, sensibilidade ou estímulos.
Na arquitetura, através de um complemento ambiental e de satisfação da concepção e da organização de espaços e especialmente na arquitetura hospitalar, o uso das cores auxiliam na cura de enfermidades e nos sentimentos do paciente.
Agora, vamos entender um pouco sobre a " parte técnica" das cores.
A cor é dividida em quatro planos:
1- Físico ( Envolve a luz, a luminosidade)
2- Químico ( Envolve pigmentos e combinações)
3- Sentidos ( Abrange a fisiologia e a psicologia)
4- Afeto (Envolve significados que variam de cultura para cultura)
Terminologias básicas!
Matiz: proporção que cada uma das cores são percebidas.
Claridade: Atributo segundo o qual uma área aparenta emitir mais ou menos luz.
Saturação: Proporção de croma de uma cor em relação à sua claridade
Vale salientar que não podemos enxergar todas as cores, o olho humano apenas 1/8 de luz visível, o restante é luz ultravioleta ou infravermelho. Mas conseguimos perceber até 165 tons
Cores primárias: amarelo, vermelho e azul
Cores secundárias: laranja, violeta, verde e rosa.
Agora vamos precisamente ao assunto do tema, a aplicação da cor na concepção de espaços físicos.
Para ficar mais fácil de entender, vou listar umas noções básicas.
1- O uso correto das cores representa o aumento da produtividade, bem como o uso incorreto proporciona o abstencionismo nas empresas.
2- O uso correto das cores pode suavizar problemas de estrutura física, quando modifica a percepção do ambiente tornando maior ou menor de acordo com a necessidade do usuário.
3- A configuração das cores para cada ambiente deve levar em conta as características fisiológicas e psicológicas de seus usuários.
4- Ao optar por uma cor, deve-se atentar para o tipo de iluminação, pois fisiologicamente a luz afeta a percepção visual da cor.
5- Cores frias dão a impressão de ambientes maiores, enquanto das cores quentes diminuem.
6 - Evitar cores contrastantes próximas na área de trabalho, pois aumentam a fadiga.
7 - Evitar cores primárias muito fortes que podem ocasionar uma sensação de pós-imagem
8- Usar cores intensas e estimulantes em ambientes de pequena permanência ( corredores, banheiros, escadas) para torna-los mais atrativos.
9- Dosar o uso de cores de acordo com as necessidades. Cores frias são ideias para ambientes de relaxamento, quando em excesso pode tornar o ambiente depressivo. Cores quentes atuam em ambientes mais excitantes, quando em excesso gera estresse.
10 - Considerar o propósito primeiro da cor. Escola = conforto visual; Igreja = dignidade ; Circo = excitação.
Mesmo com toda essa importância do uso das cores devemos também trabalhar a funcionalidade, com aspectos agradáveis relativos à iluminação, ventilação e circulação.
Curiosidades!!
A percepção humana é sujeita à indução espacial, ou seja, a visão de uma superficie colorida exerce influencia na superfície colorida vizinha; quanto mais complementar for a cor, maior será essa influência.
Beijo da Say e continuem acessando ;)
Fonte: Artigo: O uso da cor no ambiente de trabalho: uma ergonomia da percepção.
sábado, 4 de julho de 2015
As top tendências de Design de Interiores para o futuro. WGSN
Olá pessoal, quem me acompanha no instagram (@blogsayonaradesign) viu que nesta semana estive num evento super bacana patrocinado pela DOCOL, o Design Meeting by WGSN que ocorreu na loja mais cool de Fortaleza, a Desconexo Design ( Adooooro).
O evento trouxe a gerente de projetos da WGSN, Bruna Ortega, para falar sobre as top tendências de interiores para o futuro, então, eu resolvi compartilhar com meus leitores um pouco do que rolou neste evento. :)
A WGSN é uma empresa que trabalha pesquisando tendências de moda estilo de vida e interiores, análise de varejo, styletrial e consultoria. E segundo eles, daqui a dois anos o que vai "bombar" no mercado da decoração, design de mobiliário, moda e enfim são os seguintes conceitos:
Acabamentos chave:
1- Texturas e imperfeições naturais
3 - Encerado
4 - Papel Machê
5 - Visual laqueado e molhado
6 - Cores saturadas
7 - Madeira manchada
8 - Cerâmicas foscas
Materiais chave:
1 - Madeira clara e sem tratamento
2- Cortiça
3 - Mármore
4 - Couro liso
5- Concreto e massa corrida polida
6 - Polpa de papel e lascas de madeira
7 - Platina escovada, cobre pálido, dourado claro e bronze
8 - Materiais inspirados em frutas e vegetais

(imagem da web)
9 - Espelhos
10 - Aço inox
(imagem da web)
11 - Vidros e resinas coloridos
Os pontos chave serão:
1 - O banheiro ganha espaço na casa e vira um ambiente de relaxamento.
2 - O estilo de ambiente começa a ser repensado e lógicas de outros ambientes, como quarto, sala e cozinha chegam na área de banho.
3 - O conforto da sala de estar chega ao banheiro, começam a surgir novos elementos nos cômodos, como livros, abaju, lareira e televisão.
4 - Paineis de madeira, papel de parede começam a ser repensados e adaptados para compor este novo banheiro.
Beijos da Say e continuem acessando ;)
O evento trouxe a gerente de projetos da WGSN, Bruna Ortega, para falar sobre as top tendências de interiores para o futuro, então, eu resolvi compartilhar com meus leitores um pouco do que rolou neste evento. :)
A WGSN é uma empresa que trabalha pesquisando tendências de moda estilo de vida e interiores, análise de varejo, styletrial e consultoria. E segundo eles, daqui a dois anos o que vai "bombar" no mercado da decoração, design de mobiliário, moda e enfim são os seguintes conceitos:
Acabamentos chave:
1- Texturas e imperfeições naturais
(imagem da web)
Pergolado feito com toras de madeira e forro em bambu, com mesa e parador aem madeira de demolição ressaltam muito bem este primeiro conceito.
2 - Brilhante X Fosco
(imagem da web)
Brilhante dos móveis projetados x o fosco da madeira da mesa de jantar, combinam muito bem e trazem uma sensação de paz ao ambiente.3 - Encerado
4 - Papel Machê
(imagem da web)
Cortina que divide o ambiente,feita em papel marchê.
5 - Visual laqueado e molhado
6 - Cores saturadas
(imagem da web)
As cores saturadas podem vim não somente nas paredes, mas no mobiliário também.
7 - Madeira manchada
(imagem da web)
Madeira manchada com sua textura natural não fica somente no piso, mas começa a aparecer nas paredes também.
8 - Cerâmicas foscas
Materiais chave:
1 - Madeira clara e sem tratamento
(imagem da web)
2- Cortiça
(imagem da web)
Ambiente com madeira em dois tons no piso à fibra natural de cortiça.
3 - Mármore
(imagem da web)
4 - Couro liso
(imagem da web)
5- Concreto e massa corrida polida
(imagem da web)
6 - Polpa de papel e lascas de madeira
(imagem da web)
Lascas de madeira presente nos painéis divisórios do corredor.
7 - Platina escovada, cobre pálido, dourado claro e bronze
(imagem da web)
8 - Materiais inspirados em frutas e vegetais

(imagem da web)
9 - Espelhos
(imagem da web)
10 - Aço inox
(imagem da web)
11 - Vidros e resinas coloridos
(imagem da web)
Os pontos chave serão:
1 - O banheiro ganha espaço na casa e vira um ambiente de relaxamento.
2 - O estilo de ambiente começa a ser repensado e lógicas de outros ambientes, como quarto, sala e cozinha chegam na área de banho.
3 - O conforto da sala de estar chega ao banheiro, começam a surgir novos elementos nos cômodos, como livros, abaju, lareira e televisão.
4 - Paineis de madeira, papel de parede começam a ser repensados e adaptados para compor este novo banheiro.
Beijos da Say e continuem acessando ;)
sábado, 6 de junho de 2015
Teoria - Aprendendo com Las Vegas e os movimentos pós-modernistas.
Oi gente, hoje irei falar um pouco de teoria da arquitetura e o assunto em questão é uma análise e comparação do livro cânone da arquitetura pós - moderna, esse livro é Aprendendo com Las Vegas do ganhador do Pritzker Robert Venturi, e com participação de sua esposa Denise Scott Brown e Stven Izenour, comparando com os movimentos pós modernos que se sucederam.
Com relação à semiologia e estruturalismo, pelo
contexto histórico sabemos que estruturalismo é tudo aquilo que é encarado com
o uma estrutura, o todo é mais que a soma das suas partes e é dada uma ênfase
aos elementos estruturantes, para um estruturalista o seu objeto de estudo é
visto como um sistema em transformação, as leis básicas do método estrutural
são: definitiva conceituação de sua totalidade, saber quais leis regem as
transformações dentro do sistema e quais os critérios de auto-regulamentação.
Essa abordagem estruturalista Saussureana é expandida para vários campos de
atuação, inclusive na arquitetura, sendo Venturi um dos seus principais
expoentes. Sendo a semiologia uma
ciência que se dedica ao estudo dos signos e que a semiologia surgiu a partir
do estruturalismo Saussureana, então, é
através da comunicação que o arquiteto estruturalista dialoga com o público e a
noção de símbolo começa a abranger uma dimensão pública.
Em síntese o livro Aprendendo com Las Vegas trata-se da
discussão do simbolismo na arquitetura, baseado num estudo feito pela strip de
Las Vegas, além disso, é uma crítica ao modernismo, pois os autores consideram
tal movimento dogmático e utópico e nos mostram como podemos aprender com a
paisagem existente e comercial dita feia e banal.
A condição da arquitetura moderna era ser a solução para
os problemas funcionais e morais, era o esforço totalitário para impor uma
única verdade, mas essa condição mudou conforme o tempo e os hábitos e assim
explodiu novas formas e variedades de estilos, tais como o pós-moderno, o hight
– tech, orgânico a revivência clássica e o desconstrutivismo e viu-se que a
tecnologia, aliada com a liberdade econômica e as políticas disponíveis muda a
arquitetura para rumos inesperados.
A condição pós-
moderna sugeria a integração de estilos novos e antigos, ela é contra a
racionalidade que a arquitetura moderna ditava e também rejeita o compromisso
que o modernismo retinha com o desenvolvimento social, diante da padronização
da sociedade industrialista eles valorizam as diferenças, e é justamente a
contraposição do universal ao local que leva os arquitetos pós-modernos a
reabilitar os traços da história, exemplo disso foi o gesto inicial da fundação
do movimento pós-moderno na Bienal de Veneza (1980) que faz apelo a história
através do documento inicial teórico. Os pós-modernos procuravam vincular sua
proposta estética à emergência de um novo contexto social, ele pretende superar
o modernismo na medida em que se coloca mais integrado aos novos tempos. É dada
a Ênfase na questão da diferença.
E é justamente neste contexto que Robert Venturi entra,
pois ele tenta combater a monotonia dessa arquitetura univalente, buscando
sempre valorizar a complexidade dos múltiplos contextos sociais. Além de
recuperar os aspectos Kitsch de Las Vegas, integrando as formas de uma
arquitetura banal aos cânones acadêmicos.
imagem da web.
Essa preponderância da mensagem leva a arquitetura a se
aproximar da publicidade adquirindo mais uma função de persuasão. O símbolo
fala para além do que é dito.
Mais uma vez Robert Venturi entra no contexto cultural da
época e procura demonstrar como o espaço urbano, fragmentado em partes
descontínuas, descobre um modo de interligação por meio dos sinais, é quando o
símbolo domina o espaço. Com ele a própria materialidade dos edifícios é
redefinida e segundo o próprio: “... a iconografia arquitetônica de hoje está
ligada a arte e publicidade.” Não há mais ambiguidade tudo é explicitado.
Já no período designado como pós- estruturalista o método
estrutural começa a ser flexibilizado e a abranger a cultura do século XX, o
pós- modernismo arquitetônico já é um pós - estruturalismo e Venturi busca
construir uma malha estrutural para a produção crítica da arquitetura. Essas
estruturas manifestam-se de diversas formas na arquitetura e uma maneira
própria do pós-estruturalismo de trabalhar a desconstrução, são as combinações
dos pares binários (estrutura e decoração, abstração e figuração, figura e
fundo, forma e função) e essa desconstrução tem presença assídua nos projetos
de Venturi, um exemplo disso é a Casa Connecticut onde a parte central da casa
que pela “lógica moderna” seria a sala, ele colocou a cozinha e a fachada
principal não é a entrada da casa, mas sim os fundos.
CasaVanaVenturi - R, Venturi
imagem da web.
Relacionando o livro e seus autores, principalmente o
Robert Venturi, com o contexto cultural da época podemos ver que o livro se
encaixa em quase todas as correntes de pensamento e produção arquitetônica
depois do modernismo, movimento do qual eles criticam, iniciando pelo movimento
pós-moderno onde a máxima era a interligação de novos e antigos estilos,
Venturi mostra que consegue fazer isso através de seu primeiro projeto a Casa
de Vana Venturi, como por exemplo: onde ele usou a cumeeira como um dos pontos
centrais do projeto. O estruturalismo e o pós-estruturalismo onde ele levou
essa filosofia para o campo teórico da arquitetura bem como em alguns de seus
projetos, exemplo disso é a Casa Connecticut. E também se insere no regionalismo
crítico, pois enquanto essa corrente de pensamento tenta se opor ao
deslocamento e a falta de significado da arquitetura moderna e usa forças
contextuais para devolver-lhe um senso de lugar e significado o autor Robert
Venturi também faz parte desta corrente de pensamento quando projeta a Casa em Katonah em Nova York 1975, onde faz uma
manipulação consciente de elementos vernáculos locais com técnicas projetuais
modernas.
Então gente é isso, essa minha opinião foi galgada através das aulas de história, de um artigo que li do Renato Ortiz ( reflexões sobre a pós modernidade: o exemplo da arquitetura) e de uma postagem da revista A.U sobre o assunto.
Beijo da Say e continuem acessando.
sábado, 30 de maio de 2015
Urbanismo - Revitalizando espaços urbanos - Projeto de uma praça !
Hoje irei compartilhar com vocês, o projeto urbanístico que desenvolvi este semestre na faculdade, trata-se de uma revitalização de uma travessa entre duas ruas do Conjunto Jereissate I na cidade de Maracanaú.
Atualmente o local encontra-se em estado deplorável, com invasão de terreno público por alguns moradores, sem pavimentação, sem iluminação adequada, lixo, mato e tudo de ruim que nós já conhecemos das nossa cidades brasileiras.
A ideia da professora era da gente trabalhar o paisagismo urbano unindo com a criação de bons espaços públicos. Então, quando comecei a projetar pensei primeiramente em como iria adequar uma boa vegetação ( nada de NIM) com o mobiliário e principalmente trabalhar um vegetação que desse sombra, para que o local fosse utilizado durante as 24h e não apenas "depois que o sol baixasse". Daí fiz uma pesquisa dos tipos de arborização de médio porte adequada, visitei o Horto Municipal de Fortaleza e peguei as referências de plantas com a ajuda de um profissional de lá :)
Eu já tinha uma ideia dos tipos de plantas que queria, então foi mais fácil nortear a pesquisa.
Depois desenhei todo o mobiliário, busquei inspiração em desenhos urbanos de alguns países como Canadá e EUA ( gosto muito da forma como eles abordam o desenho de mobiliário urbano lá- muito criativo).
E ai surgiu o meu projeto, a planta de médio porte que escolhi foi um IPÊ AMARELO, eu já gostava muito dessa planta e quando o rapaz do Horto me disse que ela podia ser usada em espaço como praças por sua raiz ser pivotante, trate logo de coloca-lá no meu projeto, coloquei também uma ciclovia unindo as duas ruas, na parede próxima a ciclovia eu trabalhei um mobiliário onde podemos colocar propaganda de alguns comércios locais, desta forma quem quisesse colocar o nome de seu comércio teria que colaborar com a manutenção do local, no espaço entre essas propagandas será utilizados para que as crianças possam riscar, isso mesmo, seria uma parede com arte colaborativa.
Todo o restante do mobiliário eu fiz inserido uma vegetação para jardineira, criei um mobiliário mais interativo e diversificado, e em alguns que aderir um bicicletário, reservei um espaço para exercícios físicos e um para as crianças.
A passagem de carros e motos será evitada com essas bolas em concreto e o acesso de pedestres pode ser feito através das rampas e entre as bolas de concreto.
O material de todo mobiliário será em concreto e fixo no chão e a parede onde fica as lixeiras será trabalhada com grafite feito por artistas locais.
Então, vejam o resultado neste vídeo :)
Atualmente o local encontra-se em estado deplorável, com invasão de terreno público por alguns moradores, sem pavimentação, sem iluminação adequada, lixo, mato e tudo de ruim que nós já conhecemos das nossa cidades brasileiras.
A ideia da professora era da gente trabalhar o paisagismo urbano unindo com a criação de bons espaços públicos. Então, quando comecei a projetar pensei primeiramente em como iria adequar uma boa vegetação ( nada de NIM) com o mobiliário e principalmente trabalhar um vegetação que desse sombra, para que o local fosse utilizado durante as 24h e não apenas "depois que o sol baixasse". Daí fiz uma pesquisa dos tipos de arborização de médio porte adequada, visitei o Horto Municipal de Fortaleza e peguei as referências de plantas com a ajuda de um profissional de lá :)
Eu já tinha uma ideia dos tipos de plantas que queria, então foi mais fácil nortear a pesquisa.
Depois desenhei todo o mobiliário, busquei inspiração em desenhos urbanos de alguns países como Canadá e EUA ( gosto muito da forma como eles abordam o desenho de mobiliário urbano lá- muito criativo).
E ai surgiu o meu projeto, a planta de médio porte que escolhi foi um IPÊ AMARELO, eu já gostava muito dessa planta e quando o rapaz do Horto me disse que ela podia ser usada em espaço como praças por sua raiz ser pivotante, trate logo de coloca-lá no meu projeto, coloquei também uma ciclovia unindo as duas ruas, na parede próxima a ciclovia eu trabalhei um mobiliário onde podemos colocar propaganda de alguns comércios locais, desta forma quem quisesse colocar o nome de seu comércio teria que colaborar com a manutenção do local, no espaço entre essas propagandas será utilizados para que as crianças possam riscar, isso mesmo, seria uma parede com arte colaborativa.
Todo o restante do mobiliário eu fiz inserido uma vegetação para jardineira, criei um mobiliário mais interativo e diversificado, e em alguns que aderir um bicicletário, reservei um espaço para exercícios físicos e um para as crianças.
A passagem de carros e motos será evitada com essas bolas em concreto e o acesso de pedestres pode ser feito através das rampas e entre as bolas de concreto.
O material de todo mobiliário será em concreto e fixo no chão e a parede onde fica as lixeiras será trabalhada com grafite feito por artistas locais.
Então, vejam o resultado neste vídeo :)
Beijo da Say e continuem acessando!
sábado, 23 de maio de 2015
Arquitetura - A origem do COBOGÓ!
Resolvi escrever este post para esclarecer de vez a dúvida de muitos estudantes e até mesmo equívocos de alguns profissionais com relação à origem e nominação de uma das peças construtivas mais utilizadas por nós brasileiros, O COBOGÓ.
Isso mesmo, o nome correto é Cobogó e nãoCombogó.
Sabe por quê?
Porque os criados do Cobogó se chamam Amadeu Oliveira COimbra ( engenheiro português), Ernesto August BOeckman (engenheiro alemão) e Antônio de GOis ( engenheiro brasileiro), os criadores da técnica que permite a entrada de luz solar e ventilação na edificação.
E sabe onde foi criado? Aqui mesmo no Brasil, precisamente em Recife (PE) nos anos 20.
Mas a utilização dos elementos vazados não começou aqui no Brasil não, os portugueses difundiram muito o seu uso, mas foram os árabes que iniciaram a técnica de vazar elementos construtivos visando a entrada de luz solar e ao mesmo tempo uma certa privacidade, mas os árabes utilizavam os muxarabis, que são elementos vazados em madeira, consequentemente eles são mais frágeis que os cobogós.
O primeiro uso do cobogó foi em um edifício público ( antiga Caixa D'água) no Alto da Sé em Olinda (PE), construído em 1934 projetado pelo arquiteto Luis Nunes.
Beijo da Say e continuem acessando!
Imagem: internet
Isso mesmo, o nome correto é Cobogó e não
Sabe por quê?
Porque os criados do Cobogó se chamam Amadeu Oliveira COimbra ( engenheiro português), Ernesto August BOeckman (engenheiro alemão) e Antônio de GOis ( engenheiro brasileiro), os criadores da técnica que permite a entrada de luz solar e ventilação na edificação.
E sabe onde foi criado? Aqui mesmo no Brasil, precisamente em Recife (PE) nos anos 20.
Imagem: internet
Mas a utilização dos elementos vazados não começou aqui no Brasil não, os portugueses difundiram muito o seu uso, mas foram os árabes que iniciaram a técnica de vazar elementos construtivos visando a entrada de luz solar e ao mesmo tempo uma certa privacidade, mas os árabes utilizavam os muxarabis, que são elementos vazados em madeira, consequentemente eles são mais frágeis que os cobogós.
Parque Eduardo Guinle, por Lúcio Costa, Rio de Janeiro, 1954.
Imagem: internet
O primeiro uso do cobogó foi em um edifício público ( antiga Caixa D'água) no Alto da Sé em Olinda (PE), construído em 1934 projetado pelo arquiteto Luis Nunes.
Imagem: internet
Imagem: internet
Beijo da Say e continuem acessando!
sábado, 16 de maio de 2015
Frases da Say!
Uma das coisas que mais me intrigam é como a designação do termo Moderno ainda é forte nos dias atuais, sendo que nas disciplinas de História da Arquitetura, vimos que o movimento modernista aconteceu no período da década de 20 e no caso do Brasil, a partir de 1922 com a Semana de Arte Moderna em São Paulo, lembrou? Uibapuru, Tarsila, Movimento Antropofágico e etc
Pois bem, de lá pra cá já aconteceu muita coisa, como o Pós modernismo ( Robert Venturi), Desconstrutivismo ( Peter Eisenman), Hi-Tech (Renzo Piano) e outros e mesmo assim ainda tem profissionais que utiliza o termo " modernismo" para designar as atividades de arquitetura e design atuais, não sou uma teórica da arquitetura, mas de uma coisa tenho certeza, utilizar este termo está totalmente equivocado, por isso mais uma vez durante os meus devaneios me peguei pensando na frase abaixo e assim que pude vim aqui compartilhar com vocês. :)
Acredito também que por toda a filosofia que a arquitetura modernista trouxe para o Brasil, através da negação dos estilos europeus e trazendo uma identidade cultural forte, e por não ter se passado tanto tempo assim, afinal o último pilar do modernismo faleceu em 2012 né, algumas pessoas ainda se apegam à esse termo para designar o momento que estamos passando, o que talvez seja até compreensível.
Beijo da Say!.
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