sábado, 4 de julho de 2015

As top tendências de Design de Interiores para o futuro. WGSN

Olá pessoal, quem me acompanha no instagram (@blogsayonaradesign) viu que nesta semana estive num evento super bacana patrocinado pela DOCOL, o Design Meeting by WGSN que ocorreu na loja mais cool de Fortaleza, a Desconexo Design ( Adooooro).
O evento trouxe a gerente de projetos da WGSN, Bruna Ortega, para falar sobre as top tendências de interiores para o futuro, então, eu resolvi compartilhar com meus leitores um pouco do que rolou neste evento. :)

A WGSN é uma empresa que trabalha pesquisando tendências de moda estilo de vida e interiores, análise de varejo, styletrial e consultoria. E segundo eles, daqui a dois anos o que vai "bombar" no mercado da decoração, design de mobiliário, moda e enfim são os seguintes conceitos:



Acabamentos chave:
1-  Texturas e imperfeições naturais

(imagem da web)
Pergolado feito com toras de madeira e forro em bambu, com mesa e parador aem madeira de demolição ressaltam muito bem este primeiro conceito.
2 - Brilhante X Fosco
(imagem da web)
Brilhante dos móveis projetados x o fosco da madeira da mesa de jantar, combinam muito bem e trazem uma sensação de paz ao ambiente.

3 - Encerado


4 - Papel Machê
(imagem da web)

Cortina que divide o ambiente,feita em papel marchê.

5 - Visual laqueado e molhado


6 - Cores saturadas
(imagem da web)
As cores saturadas podem vim não somente nas paredes, mas no mobiliário também.

7 - Madeira manchada
(imagem da web)
Madeira manchada com sua textura natural não fica somente no piso, mas começa a aparecer nas paredes também.

8 - Cerâmicas foscas

Materiais chave:
1 - Madeira clara e sem tratamento

(imagem da web)

2- Cortiça
(imagem da web)

Ambiente com madeira em dois tons no piso à fibra natural de cortiça.

3 - Mármore
(imagem da web)

4 - Couro liso

(imagem da web)

5- Concreto e massa corrida polida

(imagem da web)


6 - Polpa de papel e lascas de madeira

(imagem da web)
Lascas de madeira presente nos painéis divisórios do corredor.


7 - Platina escovada, cobre pálido, dourado claro e bronze

(imagem da web)

8 - Materiais inspirados em frutas e vegetais

                          
                                                                               (imagem da web)

9 - Espelhos
 (imagem da web)

10 - Aço inox

                                                                  (imagem da web)


11 - Vidros e resinas coloridos

(imagem da web)


Os pontos chave serão:
1 - O banheiro ganha espaço na casa e vira um ambiente de relaxamento.
2 - O estilo de ambiente começa a ser repensado e lógicas de outros ambientes, como quarto, sala e cozinha chegam na área de banho.
3 - O conforto da sala de estar chega ao banheiro, começam a surgir novos elementos nos cômodos, como livros, abaju, lareira e televisão.
4 - Paineis de madeira, papel de parede começam a ser repensados e adaptados para compor este novo banheiro.

Beijos da Say e continuem acessando ;)

sábado, 6 de junho de 2015

Teoria - Aprendendo com Las Vegas e os movimentos pós-modernistas.

Oi gente, hoje irei falar um pouco de teoria da arquitetura e o assunto em questão é uma análise e comparação do livro cânone da arquitetura pós - moderna, esse livro é Aprendendo com Las Vegas do ganhador do Pritzker Robert Venturi, e com participação de sua esposa Denise Scott Brown e Stven Izenour, comparando com os movimentos pós modernos que se sucederam.




Em síntese o livro Aprendendo com Las Vegas trata-se da discussão do simbolismo na arquitetura, baseado num estudo feito pela strip de Las Vegas, além disso, é uma crítica ao modernismo, pois os autores consideram tal movimento dogmático e utópico e nos mostram como podemos aprender com a paisagem existente e comercial dita feia e banal.
A condição da arquitetura moderna era ser a solução para os problemas funcionais e morais, era o esforço totalitário para impor uma única verdade, mas essa condição mudou conforme o tempo e os hábitos e assim explodiu novas formas e variedades de estilos, tais como o pós-moderno, o hight – tech, orgânico a revivência clássica e o desconstrutivismo e viu-se que a tecnologia, aliada com a liberdade econômica e as políticas disponíveis muda a arquitetura para rumos inesperados.



 A condição pós- moderna sugeria a integração de estilos novos e antigos, ela é contra a racionalidade que a arquitetura moderna ditava e também rejeita o compromisso que o modernismo retinha com o desenvolvimento social, diante da padronização da sociedade industrialista eles valorizam as diferenças, e é justamente a contraposição do universal ao local que leva os arquitetos pós-modernos a reabilitar os traços da história, exemplo disso foi o gesto inicial da fundação do movimento pós-moderno na Bienal de Veneza (1980) que faz apelo a história através do documento inicial teórico. Os pós-modernos procuravam vincular sua proposta estética à emergência de um novo contexto social, ele pretende superar o modernismo na medida em que se coloca mais integrado aos novos tempos. É dada a Ênfase na questão da diferença.
E é justamente neste contexto que Robert Venturi entra, pois ele tenta combater a monotonia dessa arquitetura univalente, buscando sempre valorizar a complexidade dos múltiplos contextos sociais. Além de recuperar os aspectos Kitsch de Las Vegas, integrando as formas de uma arquitetura banal aos cânones acadêmicos.



Com relação à semiologia e estruturalismo, pelo contexto histórico sabemos que estruturalismo é tudo aquilo que é encarado com o uma estrutura, o todo é mais que a soma das suas partes e é dada uma ênfase aos elementos estruturantes, para um estruturalista o seu objeto de estudo é visto como um sistema em transformação, as leis básicas do método estrutural são: definitiva conceituação de sua totalidade, saber quais leis regem as transformações dentro do sistema e quais os critérios de auto-regulamentação. Essa abordagem estruturalista Saussureana é expandida para vários campos de atuação, inclusive na arquitetura, sendo Venturi um dos seus principais expoentes.  Sendo a semiologia uma ciência que se dedica ao estudo dos signos e que a semiologia surgiu a partir do estruturalismo Saussureana, então,   é através da comunicação que o arquiteto estruturalista dialoga com o público e a noção de símbolo começa a abranger uma dimensão pública.
imagem da web.

Essa preponderância da mensagem leva a arquitetura a se aproximar da publicidade adquirindo mais uma função de persuasão. O símbolo fala para além do que é dito.
Mais uma vez Robert Venturi entra no contexto cultural da época e procura demonstrar como o espaço urbano, fragmentado em partes descontínuas, descobre um modo de interligação por meio dos sinais, é quando o símbolo domina o espaço. Com ele a própria materialidade dos edifícios é redefinida e segundo o próprio: “... a iconografia arquitetônica de hoje está ligada a arte e publicidade.” Não há mais ambiguidade tudo é explicitado.
Já no período designado como pós- estruturalista o método estrutural começa a ser flexibilizado e a abranger a cultura do século XX, o pós- modernismo arquitetônico já é um pós - estruturalismo e Venturi busca construir uma malha estrutural para a produção crítica da arquitetura. Essas estruturas manifestam-se de diversas formas na arquitetura e uma maneira própria do pós-estruturalismo de trabalhar a desconstrução, são as combinações dos pares binários (estrutura e decoração, abstração e figuração, figura e fundo, forma e função) e essa desconstrução tem presença assídua nos projetos de Venturi, um exemplo disso é a Casa Connecticut onde a parte central da casa que pela “lógica moderna” seria a sala, ele colocou a cozinha e a fachada principal não é a entrada da casa, mas sim os fundos.

CasaVanaVenturi - R, Venturi
imagem da web.

Relacionando o livro e seus autores, principalmente o Robert Venturi, com o contexto cultural da época podemos ver que o livro se encaixa em quase todas as correntes de pensamento e produção arquitetônica depois do modernismo, movimento do qual eles criticam, iniciando pelo movimento pós-moderno onde a máxima era a interligação de novos e antigos estilos, Venturi mostra que consegue fazer isso através de seu primeiro projeto a Casa de Vana Venturi, como por exemplo: onde ele usou a cumeeira como um dos pontos centrais do projeto. O estruturalismo e o pós-estruturalismo onde ele levou essa filosofia para o campo teórico da arquitetura bem como em alguns de seus projetos, exemplo disso é a Casa Connecticut. E também se insere no regionalismo crítico, pois enquanto essa corrente de pensamento tenta se opor ao deslocamento e a falta de significado da arquitetura moderna e usa forças contextuais para devolver-lhe um senso de lugar e significado o autor Robert Venturi também faz parte desta corrente de pensamento quando projeta a Casa em  Katonah em Nova York 1975, onde faz uma manipulação consciente de elementos vernáculos locais com técnicas projetuais modernas.

Então gente é isso, essa minha opinião foi galgada através das aulas de história, de um artigo que li do Renato Ortiz ( reflexões sobre a pós modernidade: o exemplo da arquitetura) e de uma postagem da revista A.U sobre o assunto. 

Beijo da Say e continuem acessando.
  

sábado, 30 de maio de 2015

Urbanismo - Revitalizando espaços urbanos - Projeto de uma praça !

Hoje irei compartilhar com vocês, o projeto urbanístico que desenvolvi este semestre na faculdade, trata-se de uma revitalização de uma travessa entre duas ruas do Conjunto Jereissate I na cidade de Maracanaú.
Atualmente o local encontra-se em estado deplorável, com invasão de terreno público por alguns moradores, sem pavimentação, sem iluminação adequada, lixo, mato e tudo de ruim que nós já conhecemos das nossa cidades brasileiras.
A ideia da professora era da gente trabalhar o paisagismo urbano unindo com a criação de bons espaços públicos. Então, quando comecei a projetar pensei primeiramente em como iria adequar uma boa vegetação ( nada de NIM) com o mobiliário e principalmente trabalhar um vegetação que desse sombra, para que o local fosse utilizado durante as 24h e não apenas "depois que o sol baixasse".  Daí fiz uma pesquisa dos tipos de arborização de médio porte adequada, visitei o Horto Municipal de Fortaleza e peguei as referências de plantas com a ajuda de um profissional de lá :)
Eu já tinha uma ideia dos tipos de plantas que queria, então foi mais fácil nortear a pesquisa.
Depois desenhei todo o mobiliário, busquei inspiração em desenhos urbanos de alguns países como Canadá e EUA ( gosto muito da forma como eles abordam o desenho de mobiliário urbano lá- muito criativo).
E ai surgiu o meu projeto, a planta de médio porte que escolhi foi um IPÊ AMARELO, eu já gostava muito dessa planta e quando o rapaz do Horto me disse que ela podia ser usada em espaço como praças por sua raiz ser pivotante, trate logo de coloca-lá no meu projeto, coloquei também uma ciclovia unindo as duas ruas, na parede próxima a ciclovia eu trabalhei um mobiliário onde podemos colocar propaganda de alguns comércios locais, desta forma quem quisesse colocar o nome de seu comércio teria que colaborar com a manutenção do local, no espaço entre essas propagandas será utilizados para que as crianças possam riscar, isso mesmo, seria uma parede com arte colaborativa.
Todo o restante do mobiliário eu fiz inserido uma vegetação para jardineira, criei um mobiliário mais interativo e diversificado, e em alguns que aderir um bicicletário, reservei um espaço para exercícios físicos e um para as crianças.
A passagem de carros e motos será evitada com essas bolas em concreto e o acesso de pedestres pode ser feito através das rampas e entre as bolas de concreto.
O material de todo mobiliário será em concreto e fixo no chão e a parede onde fica as lixeiras será trabalhada com grafite feito por artistas locais.
Então, vejam o resultado neste vídeo :)



Beijo da Say e continuem acessando!



sábado, 23 de maio de 2015

Arquitetura - A origem do COBOGÓ!

Resolvi escrever este post para esclarecer de vez a dúvida de muitos estudantes e até mesmo equívocos de alguns profissionais com relação à origem e nominação de uma das peças construtivas mais utilizadas por nós brasileiros, O COBOGÓ.


Imagem: internet


Isso mesmo, o nome correto é Cobogó e não Combogó. 
Sabe por quê?
Porque os criados do Cobogó se chamam Amadeu Oliveira COimbra ( engenheiro português), Ernesto August BOeckman (engenheiro alemão) e Antônio de GOis ( engenheiro brasileiro), os criadores da técnica que permite a entrada de luz solar e ventilação na edificação.
E sabe onde foi criado? Aqui mesmo no Brasil, precisamente em Recife (PE) nos anos 20.

Imagem: internet


Mas a utilização dos elementos vazados não começou aqui no Brasil não, os portugueses difundiram muito o seu uso, mas foram os árabes que iniciaram a técnica de vazar elementos construtivos visando a entrada de luz solar e ao mesmo tempo uma certa privacidade, mas os árabes utilizavam os muxarabis, que são elementos vazados em madeira, consequentemente eles são mais frágeis que os cobogós.

Parque Eduardo Guinle, por Lúcio Costa, Rio de Janeiro, 1954.
Imagem: internet

O primeiro uso do cobogó foi em um edifício público ( antiga Caixa D'água) no Alto da Sé em Olinda (PE), construído em 1934 projetado pelo arquiteto Luis Nunes.

Imagem: internet

Imagem: internet


Beijo da Say e continuem  acessando!

sábado, 16 de maio de 2015

Frases da Say!

Uma das coisas que mais me intrigam é como a designação do termo Moderno ainda é forte nos dias atuais, sendo que nas disciplinas de História da Arquitetura, vimos que o movimento modernista aconteceu no período da década de 20 e no caso do Brasil, a partir de 1922 com a Semana de Arte Moderna em São Paulo, lembrou? Uibapuru, Tarsila, Movimento Antropofágico e etc
Pois bem, de lá pra cá já aconteceu muita coisa, como o Pós modernismo ( Robert Venturi), Desconstrutivismo ( Peter Eisenman), Hi-Tech (Renzo Piano) e outros e mesmo assim ainda tem profissionais que utiliza o termo " modernismo" para designar as atividades de arquitetura e design atuais, não sou uma teórica da arquitetura, mas de uma coisa tenho certeza, utilizar este termo está totalmente equivocado, por isso mais uma vez durante os meus devaneios me peguei pensando na frase abaixo e assim que pude vim aqui compartilhar com vocês. :)



Acredito também que por toda a filosofia que a arquitetura modernista trouxe para o Brasil, através da negação dos estilos europeus e trazendo uma identidade cultural forte, e por não ter se passado tanto tempo assim, afinal o último pilar do modernismo faleceu em 2012 né, algumas pessoas ainda se apegam à esse termo para designar o momento que estamos passando, o que talvez seja até compreensível.

Beijo da Say!. 

sábado, 9 de maio de 2015

Dica - Como escolher o Ar Condicionado.

Hoje irei falar sobre como escolher o ar condicionado ideal para o seu ambiente.
Aparentemente parecer ser uma escolha simples, mas se feita erroneamente pode acarretar em uma conta de energia altíssima.
Pois bem, o primeiro passo é escolher o tipo de ar condicionado levando em conta o espaço disponível tanto internamento e externamente, externamente? Sim, pois devemos nos atentar para a possibilidade de  alteração de fachada, além do tipo de instalação e o número de cômodos para climatizar.
1- Split Hi Wall

                                        Ideal para residências e áreas comerciais de até 50m²

2 - Janela
I
Ideal para áreas comerciais e residenciais de até 35m² para locais que já possuem o suporte para janelas. 


3 - Portátil
   
Ideal para locais alugados ou provisórios de até 20m², ou edifícios tombados ou com fachada protegida.


4 - Split Piso - Teto


Áreas comerciais acima de 40m²


5 - Split Cassete

Ideal para áreas comerciais acima de 40m² com teto rebaixado.


6 - Multi-split
Ideal para áreas comerciais e residenciais com dois ou mais ambientes para climatizar.


Depois será necessário calcular a potência necessária, o que é bem simples, basta saber a área total de cada ambiente e relacionar com a tabela abaixo, se sua metragem estiver entre uma ou outra sempre considere a de maior BTU.
Uma regra bem simples é saber que para aquecer ou resfriar um ambiente são necessários entre 600 e 800 BTU por m², mas alguns fatores podem influenciar esse cálculo como por exemplo: exposição ao sol, número de janelas e portas, pé direito, qualidade do isolamento térmico, número de pessoas no ambiente e número de aparelhos elétricos em funcionamento.

(Desculpem a imagem torta, rsrs) 



Mas o que é BTU?
É uma unidade britânica usada para medir a capacidade de refrigeração de um aparelho.
BTU= Britsh Thermal Unit)


Ah e lembre-se de sempre comparar o nível de ruído, pois cada modelo tem uma intensidade sonora diferente que varia entre 30 e 60 decibéis, e você pode fazer essa comparação entre as fichas técnicas e assim escolher o modelo mais adequado para a sua necessidade!


Beijo da Say!

domingo, 3 de maio de 2015

Arte - Exposição Sapateiro Alves.

Durante 13 de março à 30 de abril, aconteceu em Fortaleza, no Estoril ( Rua dos Tabajaras,397, Praia de Iracema) a exposição Sapateiro Alves, amigo do pobre, conhecido do rico.

Quem é ele?
Foto: Blogger


Honorato Alves Pereira, foi cortador de cana, escravo de vacaria, engraxate, vendedor de bujão de gás, consertador de fogão, apontador, ajudante de topógrafo e enfim sapateiro.

Amigo do pobre e conhecido do rico, como ele mesmo diz. Aprendeu a ler na escola da vida, de espírito polifônico, possui uma filosofia popular própria, atraindo o público jovem que encontram na sua singularidade criativa uma arte cult e neopop.

Vejam agora como foi a exposição:









O sapateiro Alves é o retrato do Brasil e por isso nós do blog decidimos fazer este post dedicado à sua exposição, para quem não pode ir ou mesmo quem não perambule pelo terminal do Papicu, possa conhecer um pouco das belezas que o nosso Ceará possui.

* Fotos autorais, se copiar e colar, indica a fonte tá. Say agradece :)

Beijo da Say e até a próxima!